xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' TechNews: Internet se firma como espaço para democratização da fama
 



Internet se firma como espaço para democratização da fama

Garoto que simulou luta com sabres de luz de Star Wars ficou famoso.

Sites como YouTube e Second Life obtiveram status de estrelato em 2006, ajudando a transformar a Internet de uma janela para o mundo em um palco onde as pessoas comuns expõe suas vidas e sonhos como em um show. O poderoso site de buscas Google fechou um acordo de US$ 1,65 bilhão para comprar o YouTube, um site em que usuários compartilham video clipes variados.

O site MySpace, voltado para adolescentes, passou a oferecer um serviço adicional que habilita o usuário a navegar enquanto ouve músicas ao vender canções de lojas virtuais disponibilizadas em suas páginas de perfis pessoais. Concorrente do Google, o Yahoo comprou o site Bix que fornece um fórum online para competições em que cantores, dançarinos, comediantes, fotógrafos ou qualquer um que acredite ter talento pode competir por prêmios e atenção mundial.

Yahoo também fez uma convocação mundial para que as pessoas enviem fotos digitais, filmes, vídeos e trabalhos escritos para serem coletados online e colocados em uma cápsula do tempo dedicada à vida em 2006, que será enterrada no terreno da empresa, no Vale do Silício. Enquanto isso, a população mergulhava no mundo virtual Second Life, one as pessoas existem na forma de avatares gráficos construídos para realizar fantasias que incluem mudança de sexo, estilo e até mesmo de espécie, já que os jogadores podem virar animais.

O Second Life tem seu próprio dinheiro e uma economia que espelha o mundo real no que diz respeito à propriedade, ao trabalho e à vida social em boates. No fim deste ano, o site de rastreamento de weblogs Technorati registrou a entrada de mais de 50 milhões de páginas na Internet dedicadas a troca de idéias, opiniões e notícias. "Vê-se mais gente se envolvendo na produção de conteúdo ao invés de ser consumidores passivos", disse Coye Cheshire, professor assistente especializado em estudos de Internet na Universidade da Califórnia em Berkeley.

"YouTube, MySpace, FaceBook e o crescimento de conteúdo da (enciclopédia online) Wikipedia são todos dirigidos pelo usuário. As pessoas não estão usando a Internet apenas para obter informações, mas para expor outras à mídia que criam", acrescentou. A Wikipedia foi criada como uma enciclopédia online editada e refinada por seus visitantes virtuais, que têm liberdade, na maior parte dos casos, para modificar os verbetes como quiserem.

Cheshire disse que seria errado deduzir que a crescente disputa por atenção na Internet significa que as pessoas estão se tornando mais egocêntricas. "Eu não acho que as pessoas tenham se tornado mais vaidosas", disse. "É apenas que a oportunidade de se expressarem mudou: entrar na rede e ser elas mesmas ou alguém diferente. Ser um homem online que se faz de mulher". "A um custo baixo, as pessoas exploram diferentes lados de si próprias, sem arriscar suas identidades no mundo real é algo que nunca vimos antes da Internet", ressaltou.

O crescente número de pessoas que se expõem online é o resultado natural de uma tecnologia avançada acessível, bem como da existência da Internet. "É uma seqüência perfeita de eventos", disse Cheshire. "Mais pessoas estão usando a Internet e há mais inspiração na descoberta de todos os tipos de formas de se expressar". "Alguém poderia ter tido a idéia brilhante de deixar as pessoas carregarem vídeos 15 anos atrás, mas não havia formas de fazê-lo. Agora há acesso amplo, motores de buscas e 'browsers' que não custam nada", acrescentou.
Cheshire defende que o caminho da Internet é guiado por uma interação com freqüência imprevisível entre fatores sociais e avanços tecnológicos. "Em termos de quem está no comando, não há ninguém", disse Cheshire. "É um processo recíproco entre tecnologia, necessidades e desejos".

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